{"id":529,"date":"2026-09-06T00:47:08","date_gmt":"2026-09-06T03:47:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.linuxpro.com.br\/2026\/09\/a-historia-de-carlos-morimoto-e-o-kurumin\/"},"modified":"2026-09-07T23:30:42","modified_gmt":"2026-09-08T02:30:42","slug":"a-historia-de-carlos-morimoto-e-o-kurumin","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.linuxpro.com.br\/en\/2026\/09\/a-historia-de-carlos-morimoto-e-o-kurumin\/","title":{"rendered":"A hist\u00f3ria de Carlos Morimoto e o Kurumin Linux"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Ilustra\u00e7\u00e3o de Carlos Morimoto segurando o CD do Kurumin, de camiseta com a silhueta do ind\u00edgena, ao lado do mascote do LinuxPro e de um PC dos anos 2000\" src=\"\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/kurumin-v3.webp\" width=\"1052\" height=\"652\" \/><\/p>\n<p>No Brasil dos anos 2000, colocar Linux no desktop ainda significava encarar particionamento, LILO e f\u00f3runs em ingl\u00eas. <strong>Carlos Eduardo Morimoto da Silva<\/strong> \u2014 o cara do Guia do Hardware \u2014 resolveu fazer o contr\u00e1rio: um live CD em portugu\u00eas, com KDE, &#8220;\u00edcones m\u00e1gicos&#8221; que instalavam tudo com um clique e que cabia num mini-CD de bolso. Batizou de <strong>Kurumin<\/strong>, do tupi-guarani <em>curumim<\/em>, &#8220;menino&#8221;. Por alguns anos foi a distribui\u00e7\u00e3o mais falada do pa\u00eds. Em janeiro de 2008 ele mesmo puxou a tomada. O legado ficou nos livros, no Hardware.com.br e numa gera\u00e7\u00e3o inteira que instalou Linux pela primeira vez sem medo.<\/p>\n<p><!-- more --><\/p>\n<h2>Do BASIC ao Guia do Hardware<\/h2>\n<p>Morimoto come\u00e7ou cedo e sozinho. Programava em BASIC aos sete anos, fazia manuten\u00e7\u00e3o de micro aos treze e publicou o primeiro livro \u2014 <em>Hardware PC<\/em>, pela Book Express \u2014 aos dezessete. Formado em an\u00e1lise de sistemas, sempre se apresentou como autodidata. O Linux entrou na vida dele em 1998, num CD do <strong>Conectiva 2.0 Marumbi<\/strong>, a distribui\u00e7\u00e3o brasileira da \u00e9poca \u2014 ou seja, o primeiro contato j\u00e1 foi com um Linux nacional, n\u00e3o com um hobby importado.<\/p>\n<p>Em 1999 ele fundou o <strong>Guia do Hardware<\/strong> (mais tarde Hardware.com.br): artigos, f\u00f3rum e e-books, tudo em portugu\u00eas claro. Em 2001 liberou de gra\u00e7a na rede o <em>Entendendo e Dominando o Linux<\/em>, aplicando a f\u00f3rmula que o Kurumin herdaria \u2014 texto acess\u00edvel, passo a passo, sem exigir que o leitor j\u00e1 fosse administrador de sistemas. Em 2005 abriu a editora GDH Press; o <em>Hardware, o Guia Definitivo<\/em> vendeu milhares de c\u00f3pias, e t\u00edtulos como <em>Redes<\/em>, <em>Servidores Linux<\/em> and <em>Kurumin 7, Guia Pr\u00e1tico<\/em> ainda circulam em <a href=\"https:\/\/hardware.com.br\/livros\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">hardware.com.br\/livros<\/a>. N\u00e3o \u00e0 toa, o BR-Linux o elegeu <strong>Personalidade da Comunidade Livre Nacional por cinco anos seguidos, de 2003 a 2007<\/strong>.<\/p>\n<h2>14 de janeiro de 2003: o CD que salvava o Windows<\/h2>\n<p>O Kurumin n\u00e3o nasceu com a ambi\u00e7\u00e3o de ser &#8220;a distro do Brasil&#8221;. Nasceu no fim de dezembro de 2002 para resolver um problema chato: o CD-ROM do Guia do Hardware \u2014 que trazia livros e o site offline \u2014 era in\u00fatil quando o Windows do cliente se recusava a subir. A solu\u00e7\u00e3o foi um live CD pequeno, f\u00e1cil e em portugu\u00eas para consultar o pr\u00f3prio conte\u00fado com o PC quebrado. A primeira vers\u00e3o de testes saiu em <strong>14 de janeiro de 2003<\/strong>.<\/p>\n<p>Tecnicamente, a base era o <strong>Knoppix<\/strong> \u2014 de onde vinha a excelente detec\u00e7\u00e3o de hardware do Klaus Knopper \u2014, com peda\u00e7os do Kanotix e pacotes Debian por cima, tudo sobre o desktop <strong>KDE<\/strong>. O &#8220;K&#8221; do nome serve aos dois: Knoppix e KDE. O resto \u00e9 curumim. O an\u00fancio no site atraiu gente, Morimoto levou o projeto adiante, e o resultado extrapolou qualquer expectativa: o <strong>DistroWatch chegou a list\u00e1-lo como a distribui\u00e7\u00e3o mais popular do Brasil<\/strong>, o governo do Paran\u00e1 o adotou, e uma entrevista de 2010 fala em algo entre <strong>um e dois milh\u00f5es de downloads<\/strong> \u2014 n\u00famero da \u00e9poca, sem auditoria, mas que d\u00e1 a medida do tamanho da conversa.<\/p>\n<h2>O que o Kurumin acertou<\/h2>\n<p>O sucesso n\u00e3o foi sorte: foi um punhado de decis\u00f5es de produto certeiras, quase todas anos \u00e0 frente do resto do mundo Linux.<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Live CD de verdade<\/strong> \u2014 botava o disco, reiniciava e tinha Linux rodando, sem formatar nada. As primeiras vers\u00f5es cabiam num <strong>mini-CD de 80 mm<\/strong>, que literalmente entrava na carteira.<\/li>\n<li><strong>Detec\u00e7\u00e3o de hardware<\/strong> herdada do Knoppix: placa de som, modem e rede funcionando de primeira \u2014 num tempo em que isso era exce\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li><strong>\u00cdcones m\u00e1gicos<\/strong> \u2014 scripts em Kommander sobre bash: um clique instalava o que o usu\u00e1rio de Windows realmente queria (driver da NVIDIA, OpenOffice, codecs). O recado era direto: &#8220;voc\u00ea n\u00e3o precisa aprender o <code data-no-translation=\"\">apt-get<\/code>&#8220;.<\/li>\n<li><strong>Instalador gr\u00e1fico<\/strong> para quem topasse gravar no HD.<\/li>\n<li><strong>Tudo em pt-BR<\/strong>, at\u00e9 o menu do GRUB.<\/li>\n<\/ul>\n<p>O mascote era um Tux magro de cocar e arco, arte de colaboradores da comunidade (o wallpaper ic\u00f4nico \u00e9 de Luciano Silva). A vers\u00e3o <strong>7.0, de 2007<\/strong>, foi o auge: KDE maduro, livro-guia dedicado e um kernel ainda velho o suficiente para reconhecer winmodems. O ciclo de desenvolvimento era t\u00e3o veloz que, como brincou Augusto Campos ao testar o 1.4 beta no BR-Linux em maio de 2003, o CD enviado pelo correio j\u00e1 chegava desatualizado. O Kurumin n\u00e3o foi a primeira distribui\u00e7\u00e3o brasileira \u2014 a Conectiva veio antes \u2014, mas foi a que fez o desktop Linux parecer poss\u00edvel na sala de casa, no PC do primo e no laborat\u00f3rio da escola.<\/p>\n<h2>2008: o fim, e a &#8220;desastrada tentativa de continua\u00e7\u00e3o&#8221;<\/h2>\n<p>Em janeiro de 2008, Morimoto descontinuou o projeto. A nota oficial foi honesta e seca: sucesso de uso, mas fracasso em atrair desenvolvedores ativos, cobran\u00e7a constante por recursos novos e um kernel antigo demais para as m\u00e1quinas que chegavam ao mercado. As ISOs seguiram no ar para micros velhos, e o livro <em>Kurumin 7<\/em> foi reaproveitado como guia gen\u00e9rico de Debian\/KDE.<\/p>\n<p>Entre mar\u00e7o de 2008 e janeiro de 2009 surgiu o <strong>Kurumin NG<\/strong> \u2014 tocado por Leandro Soares, o criador do Kalango, agora sobre base Kubuntu \u2014 na tentativa de suceder o original. Foi um vaiv\u00e9m de an\u00fancios e recuos at\u00e9 Morimoto cortar o v\u00ednculo. A pr\u00f3pria p\u00e1gina do 7.0r3 registrou o epit\u00e1fio: <em>&#8220;desastrada tentativa de continua\u00e7\u00e3o&#8221;<\/em>. Nunca houve um Kurumin 8.<\/p>\n<h2>2014: o Guia do Hardware fecha o ciclo<\/h2>\n<p>Under <strong>28 de fevereiro de 2014<\/strong>, Morimoto publicou o texto &#8220;O fim de uma era&#8221;: o conte\u00fado de inform\u00e1tica do portal havia envelhecido e a equipe seguiria para outro projeto. O restante, colaboradores contaram com respeito \u2014 ele deixou a vida p\u00fablica de TI para se dedicar ao movimento Hare Krishna (como Caitanya Chandra Dasa), no Rio Grande do Sul. Os livros continuam \u00e0 venda, o f\u00f3rum virou arquivo hist\u00f3rico e nunca houve uma &#8220;volta do Kurumin&#8221;. A entrevista da Infomedia (Guarulhos, 2010) segue sendo o melhor retrato do autor falando do pr\u00f3prio projeto:<\/p>\n<div style=\"position:relative;padding-bottom:56.25%;height:0;overflow:hidden;margin:1.5em 0\">\n<iframe src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/-UvJj74DDm4\" title=\"Entrevista completa de Carlos Eduardo Morimoto da Silva do GuiadoHardware\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen style=\"position:absolute;top:0;left:0;width:100%;height:100%;border:0\"><\/iframe>\n<\/div>\n<h2>Timeline<\/h2>\n<ul>\n<li><strong>1998<\/strong> \u2014 Morimoto conhece o Linux num CD do Conectiva 2.0 Marumbi<\/li>\n<li><strong>1999<\/strong> \u2014 Funda\u00e7\u00e3o do Guia do Hardware<\/li>\n<li><strong>2001<\/strong> \u2014 <em>Entendendo e Dominando o Linux<\/em> liberado de gra\u00e7a na rede<\/li>\n<li><strong>dez\/2002<\/strong> \u2014 Nasce a ideia do Kurumin (para consultar o CD do Guia com o PC quebrado)<\/li>\n<li><strong>14\/jan\/2003<\/strong> \u2014 Primeira vers\u00e3o de testes do Kurumin<\/li>\n<li><strong>2003\u20132007<\/strong> \u2014 Cinco vit\u00f3rias seguidas como Personalidade da Comunidade Livre Nacional (BR-Linux)<\/li>\n<li><strong>2005<\/strong> \u2014 Abertura da editora GDH Press<\/li>\n<li><strong>2007<\/strong> \u2014 Kurumin 7.0: o auge do projeto<\/li>\n<li><strong>jan\/2008<\/strong> \u2014 Morimoto descontinua o Kurumin (\u00faltima: 7.0r3)<\/li>\n<li><strong>2008\u20132009<\/strong> \u2014 Kurumin NG tenta suceder e fracassa<\/li>\n<li><strong>28\/fev\/2014<\/strong> \u2014 &#8220;O fim de uma era&#8221;: encerramento do conte\u00fado do Guia do Hardware<\/li>\n<\/ul>\n<h2>Rodando o Kurumin hoje<\/h2>\n<p>O projeto acabou, mas as ISOs sobreviveram. O <strong>Internet Archive<\/strong> guarda as imagens do Kurumin 5.0 e 6.0, marcadas como dom\u00ednio p\u00fablico, e elas ainda d\u00e3o boot \u2014 numa m\u00e1quina virtual, que \u00e9 o jeito sensato de visitar um live CD de 2005:<\/p>\n<pre data-no-translation=\"\"><code class=\"language-bash\" data-no-translation=\"\">sudo apt install qemu-system-x86\n\nwget https:\/\/archive.org\/download\/kurumin-6.0\/kurumin-6.0.iso\n\nqemu-system-i386 -m 512 -boot d -cdrom kurumin-6.0.iso -vga std\n<\/code><\/pre>\n<p>Tr\u00eas detalhes explicam por que o comando \u00e9 esse. O Kurumin \u00e9 <strong>i386 de 32 bits<\/strong>, ent\u00e3o o bin\u00e1rio \u00e9 o <code data-no-translation=\"\">qemu-system-i386<\/code> e n\u00e3o o <code data-no-translation=\"\">x86_64<\/code>. Os 512 MB de RAM s\u00e3o luxo para uma distro que rodava em 128. E o <code data-no-translation=\"\">-vga std<\/code> evita que o X da \u00e9poca se perca tentando negociar um driver de v\u00eddeo que n\u00e3o existia em 2005.<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda quem cuide da mem\u00f3ria do projeto fora do Archive: o <a href=\"https:\/\/www.kuruminlinux.com.br\/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">Memorial Kurumin Linux<\/a> \u2014 \u201co indiozinho que democratizou o Linux no Brasil\u201d \u2014 re\u00fane o acervo da distribui\u00e7\u00e3o num site dedicado s\u00f3 a ela.<\/p>\n<p>Vale mais como arqueologia do que como nostalgia: o boot cai direto no KDE em portugu\u00eas, com os \u00edcones m\u00e1gicos no lugar, sem instalar nada e sem tocar no seu disco. D\u00e1 para entender em dois minutos por que aquilo pareceu m\u00e1gica na \u00e9poca \u2014 e por que hoje, com o live USB do Ubuntu fazendo o mesmo com hardware moderno, n\u00e3o faria mais falta. O <code data-no-translation=\"\">kurumin-ng<\/code>, a continua\u00e7\u00e3o que n\u00e3o vingou, tamb\u00e9m est\u00e1 l\u00e1, para quem quiser conferir o ep\u00edlogo.<\/p>\n<h2>O que ficou<\/h2>\n<p>Ubuntu, Debian e o live USB acabaram com a necessidade de um Knoppix nacional. Mas o &#8220;jeito Morimoto&#8221; \u2014 texto claro, ISO que d\u00e1 boot, zero mist\u00e9rio \u2014 \u00e9 exatamente o que toda distribui\u00e7\u00e3o &#8220;para iniciante&#8221; ainda copia hoje. A linhagem Debian que sustentava aquilo est\u00e1 contada em <a href=\"\/en\/2026\/09\/a-historia-de-ian-murdock\/\">A hist\u00f3ria de Ian Murdock<\/a>; o kernel, em <a href=\"\/en\/2026\/09\/a-historia-de-linus-torvalds\/\">A hist\u00f3ria de Linus Torvalds<\/a> e em <a href=\"\/en\/2026\/09\/linux-35-anos\/\">Linux faz 35 anos<\/a>. O desktop brasileiro daquela \u00e9poca \u2014 o cap\u00edtulo que faltava \u2014 est\u00e1 aqui.<\/p>\n<p>Memorial: <a href=\"https:\/\/www.kuruminlinux.com.br\/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">kuruminlinux.com.br<\/a> \u00b7 ISOs preservadas: <a href=\"https:\/\/archive.org\/details\/kurumin-6.0\">Kurumin 6.0<\/a> and <a href=\"https:\/\/archive.org\/details\/kurumin-5.0\">Kurumin 5.0<\/a> no Internet Archive \u00b7 livros: <a href=\"https:\/\/hardware.com.br\/livros\">hardware.com.br\/livros<\/a>.<\/p>\n<p style=\"font-size:.9em;opacity:.75\">Ilustra\u00e7\u00e3o de capa desenhada a partir de um quadro da entrevista de 2010 \u00e0 Infomedia, a mesma incorporada acima neste post.<\/p>\n<p>Kurumin 7.0r3, 2008. Guia do Hardware, 2014. O curumim n\u00e3o voltou, mas quem aprendeu Linux num mini-CD amarelo nunca esqueceu o nome.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Brasil dos anos 2000, colocar Linux no desktop ainda significava encarar particionamento, LILO e f\u00f3runs em ingl\u00eas. Carlos Eduardo Morimoto da Silva \u2014 o cara do Guia do Hardware \u2014 resolveu fazer o contr\u00e1rio: um live CD em portugu\u00eas, com KDE, &#8220;\u00edcones m\u00e1gicos&#8221; que instalavam tudo com um clique e que cabia num mini-CD &#8230; <a title=\"A hist\u00f3ria de Carlos Morimoto e o Kurumin Linux\" class=\"read-more\" href=\"https:\/\/www.linuxpro.com.br\/en\/2026\/09\/a-historia-de-carlos-morimoto-e-o-kurumin\/\" aria-label=\"Read more about A hist\u00f3ria de Carlos Morimoto e o Kurumin Linux\">Read more<\/a><\/p>","protected":false},"author":0,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11,2,111],"tags":[224,15,7,223,221,222],"class_list":["post-529","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-debian","category-linux","category-opensource","tag-brasil","tag-debian","tag-kde","tag-knoppix","tag-kurumin","tag-morimoto"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.linuxpro.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/529","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.linuxpro.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.linuxpro.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.linuxpro.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=529"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.linuxpro.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/529\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":956,"href":"https:\/\/www.linuxpro.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/529\/revisions\/956"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.linuxpro.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=529"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.linuxpro.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=529"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.linuxpro.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=529"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}