{"id":130,"date":"2017-04-06T11:01:28","date_gmt":"2017-04-06T14:01:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.linuxpro.com.br\/2017\/04\/install-zimbra-8\/"},"modified":"2026-09-08T03:46:23","modified_gmt":"2026-09-08T06:46:23","slug":"install-zimbra-8","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.linuxpro.com.br\/es\/2017\/04\/install-zimbra-8\/","title":{"rendered":"Instalando o Zimbra no Ubuntu: do 8.7 ao 10.1"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Mascote do LinuxPro instalando o Zimbra com as maos no teclado e cabo no rack\" src=\"\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/install-zimbra-v3.webp\" width=\"1052\" height=\"652\" \/><\/p>\n<div style=\"background:#fff8e1;border-left:4px solid #8b1a1a;padding:.8em 1em;margin:1em 0\"><strong>Nota (2026):<\/strong> este artigo nasceu em abril de 2017, com o Zimbra 8.7.1 no Ubuntu 16.04. As duas vers\u00f5es sa\u00edram de suporte. O texto foi reorganizado: primeiro <a href=\"#hoje\">a instala\u00e7\u00e3o da s\u00e9rie 10.1<\/a>, que \u00e9 a atual, e depois o roteiro original de 2017, preservado como registro. O que mais mudou n\u00e3o foi o comando \u2014 foi o <strong>jeito de conseguir o instalador<\/strong>.<\/div>\n<p>O Zimbra continua sendo o groupware que mais se aproxima de um Exchange rodando em Linux: e-mail, calend\u00e1rio compartilhado, contatos, tarefas e webmail no mesmo appliance. E continua sendo pesado \u2014 Java, dois servidores HTTP e uma pilha de processos <code data-no-translation=\"\">.jar<\/code>. Se o que voc\u00ea precisa \u00e9 s\u00f3 IMAP e webmail enxutos, o <a href=\"\/es\/2017\/01\/hospedagem-com-ispconfig\/\">ISPConfig com Postfix<\/a> resolve com uma fra\u00e7\u00e3o do hardware. Se voc\u00ea precisa do pacote de colabora\u00e7\u00e3o inteiro, siga em frente.<\/p>\n<p><!-- more --><\/p>\n<h2 id=\"hoje\">Instalando o Zimbra 10.1 no Ubuntu<\/h2>\n<h3>Antes de tudo: onde conseguir o instalador<\/h3>\n<p>Esta \u00e9 a parte que mudou desde 2017 e que pega quem volta ao produto depois de anos. N\u00e3o existe mais aquele <code data-no-translation=\"\">wget<\/code> direto para um tarball p\u00fablico:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Network Edition e bin\u00e1rios oficiais<\/strong> \u2014 desde a s\u00e9rie 10.1 o download exige <strong>chave<\/strong>, inclusive para avalia\u00e7\u00e3o. Voc\u00ea se registra no portal da Zimbra e recebe o instalador junto com a licen\u00e7a de trial.<\/li>\n<li><strong>Open Source Edition<\/strong> \u2014 continua existindo, mas como <em>c\u00f3digo<\/em>. Voc\u00ea compila a partir do <a href=\"https:\/\/github.com\/Zimbra\/zm-build\">zm-build<\/a>, oficial, ou usa bin\u00e1rios montados pela comunidade. O projeto mais conhecido \u00e9 o <a href=\"https:\/\/github.com\/maldua\/zimbra-foss-builder\">zimbra-foss-builder<\/a>, da BTACTIC, que automatiza o build em cont\u00eainer Docker e publica os <code data-no-translation=\"\">.tgz<\/code> prontos para Ubuntu e RHEL.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Repare no detalhe que gera confus\u00e3o: \u201copen source\u201d e \u201cISO oficial gr\u00e1tis sem login\u201d deixaram de ser a mesma coisa. O c\u00f3digo \u00e9 livre; o bin\u00e1rio assinado pela empresa, n\u00e3o.<\/p>\n<h3>Dimensionamento<\/h3>\n<p>A recomenda\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica de 2017 continua valendo, com n\u00fameros maiores. Para 100 a 200 contas com fluxo pesado: <strong>8 GB de RAM ou mais<\/strong>, quatro n\u00facleos, disco em RAID e um segundo volume s\u00f3 de backup. Menos que 4 GB serve para laborat\u00f3rio e nada mais \u2014 o instalador roda, mas o Java engasga no primeiro pico de fila.<\/p>\n<h3>Preparando o sistema<\/h3>\n<p>Comece com um Ubuntu Server limpo \u2014 a s\u00e9rie 10.1 lista Ubuntu 22.04 e 24.04, al\u00e9m de RHEL\/Rocky 8 e 9. O Zimbra \u00e9 ciumento: ele quer a m\u00e1quina s\u00f3 para ele.<\/p>\n<pre data-no-translation=\"\"><code class=\"language-bash\" data-no-translation=\"\">sudo apt update &amp;&amp; sudo apt full-upgrade -y\n\n# o Zimbra traz o proprio Postfix, o proprio nginx e o proprio DNS cache:\n# qualquer um desses ja instalado vai brigar por porta\nsudo systemctl disable --now postfix apache2 nginx bind9 2>\/dev\/null\n\n# hostname precisa ser o FQDN do servidor de e-mail\nsudo hostnamectl set-hostname mail.exemplo.com.br\n<\/code><\/pre>\n<p>O <code data-no-translation=\"\">\/etc\/hosts<\/code> precisa resolver o FQDN para o IP real da m\u00e1quina \u2014 n\u00e3o para <code data-no-translation=\"\">127.0.1.1<\/code>, que \u00e9 o erro mais comum e faz o instalador reclamar de DNS:<\/p>\n<pre data-no-translation=\"\"><code class=\"language-bash\" data-no-translation=\"\">echo \"192.168.0.10  mail.exemplo.com.br  mail\" | sudo tee -a \/etc\/hosts\n<\/code><\/pre>\n<p>E o DNS externo precisa estar pronto <em>antes<\/em> da instala\u00e7\u00e3o. Confira os tr\u00eas registros:<\/p>\n<pre data-no-translation=\"\"><code class=\"language-bash\" data-no-translation=\"\">dig +short A   mail.exemplo.com.br     # aponta para o IP do servidor\ndig +short MX  exemplo.com.br          # aponta para mail.exemplo.com.br\ndig +short -x  192.168.0.10            # PTR reverso, pedido ao provedor do IP\n<\/code><\/pre>\n<p>Sem MX o instalador para. Sem PTR o servidor instala e funciona, mas metade do mundo vai recusar o seu e-mail \u2014 reverso \u00e9 requisito de entregabilidade, n\u00e3o capricho. Vale a leitura do post <a href=\"\/es\/2017\/04\/conhecendo-o-dns\/\">Conhecendo o DNS<\/a> se essa parte n\u00e3o estiver clara.<\/p>\n<h3>A instala\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<pre data-no-translation=\"\"><code class=\"language-bash\" data-no-translation=\"\">cd \/tmp\ntar xzf zcs-10.1.21_GA_XXXX.UBUNTU24_64.202XXXXXXXXXX.tgz\ncd zcs-10.1.21_GA_XXXX.UBUNTU24_64.202XXXXXXXXXX\nsudo .\/install.sh\n<\/code><\/pre>\n<p>N\u00e3o decore lista de depend\u00eancias: o <code data-no-translation=\"\">install.sh<\/code> verifica os pr\u00e9-requisitos e diz exatamente quais pacotes faltam na sua m\u00e1quina. Instale o que ele pedir e rode de novo. Depois ele pergunta quais pacotes do Zimbra instalar \u2014 num servidor \u00fanico, aceite o conjunto padr\u00e3o (LDAP, MTA, Store, Proxy, SNMP) e recuse o <code data-no-translation=\"\">zimbra-dnscache<\/code> se voc\u00ea j\u00e1 tem resolvedor na rede.<\/p>\n<p>No menu de configura\u00e7\u00e3o, o item marcado em asterisco \u00e9 o que falta resolver: a <strong>senha do administrador<\/strong>. Entre no item <em>zimbra-store<\/em>, escolha a op\u00e7\u00e3o da senha de admin, defina, volte, e ent\u00e3o aplique com <code data-no-translation=\"\">a<\/code> e confirme com <code data-no-translation=\"\">yes<\/code>. A partir da\u00ed a instala\u00e7\u00e3o leva v\u00e1rios minutos \u2014 \u00e9 a hora de ir ler o <a href=\"https:\/\/wiki.zimbra.com\/wiki\/Zmprov_Examples\">wiki do zmprov<\/a>.<\/p>\n<h3>Terminou. E agora?<\/h3>\n<pre data-no-translation=\"\"><code class=\"language-bash\" data-no-translation=\"\"># tudo deve responder \"Running\"\nsu - zimbra -c 'zmcontrol status'\nsu - zimbra -c 'zmcontrol -v'\n<\/code><\/pre>\n<p>O produto vive em <code data-no-translation=\"\">\/opt\/zimbra<\/code>, sob o usu\u00e1rio <code data-no-translation=\"\">zimbra<\/code>. Toda a CLI roda como esse usu\u00e1rio \u2014 nunca como root. O ajuste cl\u00e1ssico de recebimento, que continua valendo:<\/p>\n<pre data-no-translation=\"\"><code class=\"language-bash\" data-no-translation=\"\">su - zimbra\nzmprov ms `zmhostname` zimbraMtaLmtpHostLookup native\nzmprov mcf zimbraMtaLmtpHostLookup native\nzmmtactl restart\n<\/code><\/pre>\n<p>Os acessos:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Webmail:<\/strong> <code data-no-translation=\"\">https:\/\/mail.exemplo.com.br\/<\/code><\/li>\n<li><strong>Console de administra\u00e7\u00e3o:<\/strong> <code data-no-translation=\"\">https:\/\/mail.exemplo.com.br:7071\/<\/code><\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"translation-block\">E o firewall precisa liberar 25, 80, 443, 587, 993 e 995 para o mundo. A 7071, a do console de administra\u00e7\u00e3o, <strong>n\u00e3o<\/strong> \u2014 deixe restrita \u00e0 sua rede ou atr\u00e1s de VPN. Console de administra\u00e7\u00e3o exposto na internet \u00e9 convite.<\/p>\n<h3>Mantenha atualizado \u2014 s\u00e9rio<\/h3>\n<p>Webmail \u00e9 uma das superf\u00edcies mais atacadas que existem, e o Zimbra tem hist\u00f3rico. O <strong>CVE-2025-27915<\/strong>, um <em>stored XSS<\/em> disparado por anexo <code data-no-translation=\"\">.ics<\/code> no cliente cl\u00e1ssico, foi usado numa campanha contra as <strong>For\u00e7as Armadas do Brasil<\/strong>: bastava abrir a mensagem para o JavaScript rodar na sess\u00e3o da v\u00edtima e criar um filtro reencaminhando a caixa inteira. A corre\u00e7\u00e3o existia desde 27 de janeiro de 2025 \u2014 quem levou o ataque estava sem patch.<\/p>\n<p>Acompanhe as notas de vers\u00e3o e aplique patch. A s\u00e9rie 10.1 tem General Support at\u00e9 <strong>31\/12\/2027<\/strong>; a 8.8.15 e a 9 j\u00e1 acabaram.<\/p>\n<h2>O roteiro original de 2017 (registro)<\/h2>\n<p>Abaixo, como estava no post quando foi publicado, com o Zimbra 8.7 no Ubuntu 16.04. <strong>N\u00e3o use isto em produ\u00e7\u00e3o<\/strong> \u2014 est\u00e1 aqui porque ainda ajuda a entender o fluxo do instalador, que mudou pouco em quase dez anos.<\/p>\n<p>No <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=iG7xPekB3kE\">v\u00eddeo do canal<\/a> mostro o passo a passo da instala\u00e7\u00e3o do Zimbra 8.7.1 no Ubuntu 16.04 64 bits. Na \u00e9poca, o pacote do Zimbra tinha 256 MB e a ISO do Ubuntu Server, cerca de 700 MB. Os requisitos citados eram 4 GB de RAM e 80 GB de disco para produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<pre data-no-translation=\"\"><code class=\"language-bash\" data-no-translation=\"\">apt-get update\napt-get upgrade\napt-get install libperl5.22 sysstat sqlite3 pax libhttp-date-perl\napt-get install libgetopt-mixed-perl libgmp10\napt-get install libmime-explode-perl file lvm2 libaio1\n\necho '\nalias mailq=\"\/opt\/zimbra\/common\/sbin\/mailq\"\nalias postsuper=\"\/opt\/zimbra\/common\/sbin\/postsuper\"\nalias postcat=\"\/opt\/zimbra\/common\/sbin\/postcat\"\nalias tmail=\"tail -f \/var\/log\/mail.log\"\n' &gt;&gt; \/root\/.bashrc\nsource \/root\/.bashrc\n\ncd \/tmp\/\nwget https:\/\/files.zimbra.com\/downloads\/8.7.9_GA\/zcs-8.7.9_GA_1794.UBUNTU16_64.20170505054622.tgz\ntar -xvf zcs-8.7.9_GA_1794.UBUNTU16_64.20170505054622.tgz\ncd zcs-8.7.9_GA_1794.UBUNTU16_64.20170505054622\nbash install.sh\n<\/code><\/pre>\n<p>No menu do instalador, a sequ\u00eancia era: op\u00e7\u00e3o <strong>6<\/strong>, depois <strong>4<\/strong>, para definir a senha do administrador; em seguida <code data-no-translation=\"\">r<\/code>, <code data-no-translation=\"\">a<\/code> e <code data-no-translation=\"\">yes<\/code> para aplicar. Depois de instalado, o <code data-no-translation=\"\">\/opt\/zimbra<\/code> ocupava cerca de 2,9 GB.<\/p>\n<h3>V\u00eddeo: instala\u00e7\u00e3o do Zimbra 8.7.9<\/h3>\n<p><iframe style=\"width:100%;aspect-ratio:16\/9;border:0\" src=\"https:\/\/www.youtube-nocookie.com\/embed\/uIH9mRUCyTg\" allowfullscreen loading=\"lazy\"><\/iframe><\/p>\n<h2>Para continuar<\/h2>\n<ul>\n<li><a href=\"\/es\/2026\/09\/a-historia-do-servidor-zimbra\/\">A hist\u00f3ria do servidor Zimbra<\/a> \u2014 da LiquidSys ao Daffodil, e por que o bin\u00e1rio gr\u00e1tis sumiu<\/li>\n<li><a href=\"\/es\/2017\/04\/novo-zimbra-8\/\">Zimbra 8.7.7 e a Universal UI que nunca saiu<\/a><\/li>\n<li><a href=\"\/es\/2017\/01\/hospedagem-com-ispconfig\/\">Hospedagem com ISPConfig<\/a> \u2014 a alternativa leve, com Postfix<\/li>\n<li><a href=\"\/es\/2017\/04\/conhecendo-o-dns\/\">Conhecendo o DNS<\/a> \u2014 MX, PTR e por que o seu e-mail cai no spam<\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/wiki.zimbra.com\/wiki\/Zmprov_Examples\">Wiki do Zimbra \u2014 exemplos de zmprov<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/wiki.zimbra.com\/wiki\/Incoming_Mail_Problems\">Wiki do Zimbra \u2014 problemas de recebimento<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/github.com\/maldua\/zimbra-foss-builder\">zimbra-foss-builder<\/a> \u2014 builds FOSS mantidos pela comunidade<\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/github.com\/leonamp\/SPFBL\/wiki\/Integra%C3%A7%C3%A3o-com-Zimbra---SPFBL\">Integra\u00e7\u00e3o Zimbra + SPFBL<\/a><\/li>\n<\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Zimbra continua sendo o groupware que mais se aproxima de um Exchange rodando em Linux: e-mail, calend\u00e1rio compartilhado, contatos, tarefas e webmail no mesmo appliance. 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