{"id":750,"date":"2026-09-06T19:36:05","date_gmt":"2026-09-06T22:36:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.linuxpro.com.br\/2026\/09\/linux-35-anos-em-35-fatos\/"},"modified":"2026-09-08T11:48:44","modified_gmt":"2026-09-08T14:48:44","slug":"linux-35-anos-em-35-fatos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.linuxpro.com.br\/es\/2026\/09\/linux-35-anos-em-35-fatos\/","title":{"rendered":"Como o Linux dominou o mundo: 35 anos em 35 fatos"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Mascote do LinuxPro na jornada do PC dos anos 90 at\u00e9 servidores, o bolso e Marte, com o Tux cl\u00e1ssico na mesa\" src=\"\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/linux-35-anos-em-35-fatos-v4.webp\" width=\"1486\" height=\"856\" \/><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Resumen en v\u00eddeo:<\/strong> este artigo \u00e9 um resumo detalhado do v\u00eddeo <em>&#8220;How Linux Took Over the World: 35 Years in 35 Facts&#8221;<\/em>, do canal <strong>Jono Bacon<\/strong> \u2014 ex-l\u00edder da comunidade Ubuntu na Canonical.<br \/>\n<strong>URL do v\u00eddeo:<\/strong> <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Ffl2DFHoZdY\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Ffl2DFHoZdY<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<div class=\"video-container\" style=\"position:relative;padding-bottom:56.25%;height:0;overflow:hidden;margin:1.5em 0;\">\n  <iframe src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Ffl2DFHoZdY\" title=\"How Linux Took Over the World: 35 Years in 35 Facts\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen style=\"position:absolute;top:0;left:0;width:100%;height:100%;\"><\/iframe>\n<\/div>\n<p>Em 25 de agosto de 1991, um estudante finland\u00eas de 21 anos escreveu uma frase que Jono Bacon chama de &#8220;uma das previs\u00f5es mais catastroficamente erradas da hist\u00f3ria da tecnologia&#8221;: <em>&#8220;s\u00f3 um hobby, n\u00e3o vai ser grande e profissional&#8221;<\/em>. Trinta e cinco anos depois, esse hobby saiu de um quarto em Helsinque e chegou \u00e0 superf\u00edcie de Marte. Bacon conta essa saga em <strong>35 fatos \u2014 um para cada ano<\/strong>. Reunimos os mais marcantes aqui, agrupados por cap\u00edtulo. (Complementa o nosso post de anivers\u00e1rio, <a href=\"\/es\/2026\/09\/linux-35-anos\/\">Linux faz 35 anos<\/a>.)<\/p>\n<p><!-- more --><\/p>\n<h2>O come\u00e7o improv\u00e1vel (1991\u20131994)<\/h2>\n<p>O primeiro fato \u00e9 a mensagem no Usenet. O segundo \u00e9 delicioso: Linus queria chamar o sistema de <strong>&#8220;Freax&#8221;<\/strong> (free + freak + Unix) \u2014 um nome terr\u00edvel. Foi <strong>Ari Lemke<\/strong>, o volunt\u00e1rio que administrava o servidor FTP da universidade, quem odiou tanto o nome que criou um diret\u00f3rio chamado <code data-no-translation=\"\">linux<\/code> por conta pr\u00f3pria, sem consultar Linus. O software mais importante do planeta pode ter sido batizado por um sysadmin exercendo um veto silencioso.<\/p>\n<p>A vers\u00e3o <strong>0.01 tinha 10.239 linhas de c\u00f3digo<\/strong> \u2014 dava para ler tudo num fim de semana (guarde esse n\u00famero). Em poucos meses, estranhos come\u00e7aram a contribuir: <strong>Ted Ts&#8217;o<\/strong>, da Am\u00e9rica do Norte, entrou sem contrato nem pagamento e, tr\u00eas d\u00e9cadas depois, ainda mant\u00e9m o <strong>ext4<\/strong>. Em janeiro de 1992 veio a decis\u00e3o que Linus chamaria de &#8220;a melhor que j\u00e1 tomou&#8221;: relicenciar o kernel sob a <strong>GPLv2<\/strong> \u2014 o motor jur\u00eddico que transformou generosidade em infraestrutura dur\u00e1vel.<\/p>\n<p class=\"translation-block\">Naquele mesmo m\u00eas, o respeitado professor <strong>Andrew Tanenbaum<\/strong> publicou o veredito acad\u00eamico: <em>\u201cLinux \u00e9 obsoleto\u201d<\/em>, por usar design monol\u00edtico em vez de microkernel. Guarde a palavra \u201cobsoleto\u201d \u2014 voltaremos a ela em 2017. Em 1993 e 1994 surgiram o <strong>Slackware<\/strong> (de Patrick Volkerding, ainda hoje a distro mais antiga em atividade) e o <strong>Debian<\/strong> \u2014 que Ian Murdock batizou juntando <em>Deb<\/em>orah, a namorada, com <em>Ian<\/em>. A hist\u00f3ria dele est\u00e1 em <a href=\"\/es\/2026\/09\/a-historia-de-ian-murdock\/\">A hist\u00f3ria de Ian Murdock<\/a>. O kernel 1.0 (1994) j\u00e1 tinha 176 mil linhas e foi comemorado com champagne e cadeiras dobr\u00e1veis num audit\u00f3rio em Helsinque.<\/p>\n<h2>O pinguim e a chegada do dinheiro (1996\u20132001)<\/h2>\n<p class=\"translation-block\">Linus foi mordido por um pinguim num zool\u00f3gico australiano e brincou que pegara \u201cpenguinite\u201d \u2014 da\u00ed o <strong>Tux<\/strong>, desenhado por Larry Ewing em 1996 com software livre. Empresas gastam fortunas em mascotes que n\u00e3o dizem nada; este custou uma mordida e significa tudo. Vieram os desktops (<strong>KDE<\/strong> em 1996, <strong>GNOME<\/strong> como resposta), e Wall Street enlouqueceu: a <strong>Red Hat<\/strong> abriu capital em 1999, e a VA Linux teve alta de ~698% no primeiro dia \u2014 recorde que durou 25 anos.<\/p>\n<p class=\"translation-block\">Em dezembro de 2000, a <strong>IBM anunciou US$ 1 bilh\u00e3o<\/strong> de investimento em Linux \u2014 e a discuss\u00e3o sobre se aquilo era \u201ccoisa s\u00e9ria\u201d acabou ali. A resposta do imp\u00e9rio veio em 2001: o ent\u00e3o CEO da Microsoft, <strong>Steve Ballmer, chamou o Linux de \u201cc\u00e2ncer\u201d<\/strong>. Guarde essa frase \u2014 a reviravolta chega em 2016.<\/p>\n<h2>Processos, Git e a funda\u00e7\u00e3o (2003\u20132008)<\/h2>\n<p class=\"translation-block\">Nem tudo foi festa. Em 2003, o <strong>grupo SCO processou a IBM<\/strong>, elevando a demanda a US$ 5 bilh\u00f5es e amea\u00e7ando empresas que usavam Linux \u2014 o caso pairou anos sobre a comunidade at\u00e9 a SCO falir. Em 2005, um conflito de licen\u00e7a tirou o controle de vers\u00e3o propriet\u00e1rio do projeto, e Linus, irritado, escreveu em <strong>cerca de dez dias a base do Git<\/strong> \u2014 a funda\u00e7\u00e3o de plataformas como GitHub e GitLab (veja <a href=\"\/es\/2026\/09\/a-historia-do-git\/\">A hist\u00f3ria do Git<\/a>). O mesmo finland\u00eas criou duas das ferramentas mais influentes da computa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em 2007 nasceu a <strong>Linux Foundation<\/strong>, com um trabalho peculiar: ajudar empresas concorrentes a cooperar em torno de uma tecnologia que nenhuma delas podia controlar. Ela emprega Linus e Greg Kroah-Hartman sem decidir uma linha do c\u00f3digo \u2014 os desenvolvedores governam o kernel, a funda\u00e7\u00e3o protege o entorno.<\/p>\n<h2>O pinguim no seu bolso (2008\u20132014)<\/h2>\n<p>Em outubro de 2008, o <strong>Android<\/strong> chegou ao mercado com o kernel Linux no cora\u00e7\u00e3o \u2014 e passou de 3 bilh\u00f5es de dispositivos ativos em 2021. Por volta de 2010, uma an\u00e1lise mostrou que <strong>~75% das contribui\u00e7\u00f5es ao kernel vinham de desenvolvedores pagos por empresas<\/strong>. Trai\u00e7\u00e3o do esp\u00edrito volunt\u00e1rio? Bacon discorda com uma frase \u00f3tima: &#8220;n\u00e3o \u00e9 vender a alma, \u00e9 ganhar t\u00e3o forte que os vencedores trocaram de lado&#8221;. Vieram o <strong>Raspberry Pi<\/strong> (2012, US$ 35, mais de 60 milh\u00f5es vendidos), o <strong>systemd<\/strong> (2010, adotado apesar das flame wars) e, em 2013, o <strong>Docker<\/strong> \u2014 que n\u00e3o inventou os containers, mas os tornou f\u00e1ceis (veja <a href=\"\/es\/2026\/09\/a-historia-do-docker\/\">A hist\u00f3ria do Docker<\/a>). E teve o famoso momento de 2012 em que Linus levantou o dedo do meio para a Nvidia num palco \u2014 anos depois, a Nvidia abriu seus m\u00f3dulos de kernel (a rela\u00e7\u00e3o atual est\u00e1 em <a href=\"\/es\/2026\/09\/a-historia-da-nvidia\/\">A hist\u00f3ria da NVIDIA<\/a>).<\/p>\n<h2>O pre\u00e7o do sucesso (2014\u20132018)<\/h2>\n<p>O sucesso criou um novo inimigo: o pr\u00f3prio Linux. Em 2014, o <strong>Heartbleed<\/strong> exp\u00f4s uma falha catastr\u00f3fica no OpenSSL \u2014 software que protegia metade da internet e era mantido por <strong>praticamente um desenvolvedor recebendo ~US$ 2.000\/ano<\/strong> em doa\u00e7\u00f5es. A ind\u00fastria reagiu criando a Core Infrastructure Initiative para financiar os projetos que sustentam a &#8220;civiliza\u00e7\u00e3o digital&#8221;. E veio a reviravolta que Bacon prometeu: em 2016, a <strong>Microsoft \u2014 a do &#8220;c\u00e2ncer&#8221; \u2014 entrou na Linux Foundation<\/strong> como membro platinum; hoje mais de 60% dos n\u00facleos no Azure rodam cargas Linux.<\/p>\n<p>Em novembro de 2017, o troco ao professor Tanenbaum: <strong>os 500 maiores supercomputadores do mundo passaram a rodar Linux \u2014 todos os 500<\/strong>, situa\u00e7\u00e3o que se mant\u00e9m desde ent\u00e3o. &#8220;Professor, como vai o &#8216;obsoleto&#8217;?&#8221; Em 2018, a resposta de emerg\u00eancia ao Meltdown\/Spectre \u2014 coordenada em segredo por <strong>Greg Kroah-Hartman<\/strong> \u2014 mostrou como anos de stewardship discreto se pagam numa crise.<\/p>\n<h2>Marte, Rust e os 40 milh\u00f5es de linhas (2018\u20132025)<\/h2>\n<p>Em setembro de 2018, Linus fez algo raro para institui\u00e7\u00f5es poderosas: <strong>reconheceu publicamente que seu comportamento tinha ferido pessoas<\/strong> e tirou um tempo para mudar \u2014 voltando com a mesma exig\u00eancia por qualidade, mas com a l\u00edngua menos afiada. Em abril de 2021, o helic\u00f3ptero <strong>Ingenuity da NASA voou em Marte rodando Linux<\/strong>: milhares de contribuidores open source podem dizer, literalmente, que algo que ajudaram a construir voou em outro planeta.<\/p>\n<p>Em 2022, o <strong>Steam Deck<\/strong> (Arch + KDE) tornou dif\u00edcil dizer com cara s\u00e9ria que &#8220;Linux n\u00e3o roda jogos&#8221;; e o <strong>Rust<\/strong> entrou no kernel 6.1 \u2014 a primeira grande linguagem nova aceitada ao lado do C em d\u00e9cadas. Em 2024, o <strong>backdoor do XZ Utils<\/strong> \u2014 um dos ataques de cadeia de suprimentos mais sofisticados j\u00e1 tentados \u2014 foi barrado porque um engenheiro da Microsoft estranhou <strong>meio segundo<\/strong> de lentid\u00e3o no SSH. E o fato final: em janeiro de 2025, o kernel <strong>cruzou 40 milh\u00f5es de linhas<\/strong> (lembra das 10.239 iniciais?). Um estudo de Harvard e Toronto estimou em <strong>US$ 8,8 trilh\u00f5es<\/strong> o custo de recriar o valor que o software livre entrega hoje.<\/p>\n<h2>Linha do tempo: 35 anos em marcos<\/h2>\n<ul>\n<li><strong>25\/08\/1991<\/strong> \u2014 Linus Torvalds anuncia no Usenet o &#8220;hobby&#8221; que &#8220;n\u00e3o vai ser grande e profissional&#8221;;<\/li>\n<li><strong>09\/1991<\/strong> \u2014 vers\u00e3o 0.01: 10.239 linhas; Ari Lemke cria o diret\u00f3rio <code data-no-translation=\"\">linux<\/code> no FTP e enterra o nome &#8220;Freax&#8221;;<\/li>\n<li><strong>01\/1992<\/strong> \u2014 kernel relicenciado sob a <strong>GPLv2<\/strong>; Tanenbaum decreta &#8220;Linux \u00e9 obsoleto&#8221;;<\/li>\n<li><strong>1993<\/strong> \u2014 nascem o <strong>Slackware<\/strong> (julho) e o <strong>Debian<\/strong> (agosto);<\/li>\n<li><strong>03\/1994<\/strong> \u2014 kernel <strong>1.0<\/strong>, com 176 mil linhas, comemorado em Helsinque;<\/li>\n<li><strong>1996<\/strong> \u2014 Larry Ewing desenha o <strong>Tux<\/strong>; nasce o KDE (o GNOME vem em 1997);<\/li>\n<li><strong>1999<\/strong> \u2014 IPO da <strong>Red Hat<\/strong>; VA Linux sobe ~698% no primeiro dia;<\/li>\n<li><strong>12\/2000<\/strong> \u2014 IBM anuncia <strong>US$ 1 bilh\u00e3o<\/strong> em Linux;<\/li>\n<li><strong>2001<\/strong> \u2014 Ballmer chama o Linux de <em>&#8220;c\u00e2ncer&#8221;<\/em>;<\/li>\n<li><strong>2003<\/strong> \u2014 SCO processa a IBM e assombra a comunidade por anos;<\/li>\n<li><strong>04\/2005<\/strong> \u2014 Linus escreve a base do <strong>Git<\/strong> em cerca de dez dias;<\/li>\n<li><strong>2007<\/strong> \u2014 cria\u00e7\u00e3o da <strong>Linux Foundation<\/strong>;<\/li>\n<li class=\"translation-block\"><strong>10\/2008<\/strong> \u2014 o <strong>Android<\/strong> chega ao mercado com kernel Linux;<\/li>\n<li><strong>2010<\/strong> \u2014 chega o <strong>systemd<\/strong>; ~75% das contribui\u00e7\u00f5es ao kernel j\u00e1 s\u00e3o corporativas;<\/li>\n<li><strong>2012<\/strong> \u2014 <strong>Raspberry Pi<\/strong> a US$ 35; o dedo de Linus para a Nvidia;<\/li>\n<li class=\"translation-block\"><strong>2013<\/strong> \u2014 o <strong>Docker<\/strong> populariza os containers;<\/li>\n<li><strong>04\/2014<\/strong> \u2014 <strong>Heartbleed<\/strong> exp\u00f5e o subfinanciamento do OpenSSL; nasce a Core Infrastructure Initiative;<\/li>\n<li class=\"translation-block\"><strong>11\/2016<\/strong> \u2014 a <strong>Microsoft<\/strong> entra na Linux Foundation;<\/li>\n<li><strong>11\/2017<\/strong> \u2014 <strong>500 dos 500<\/strong> maiores supercomputadores rodam Linux;<\/li>\n<li><strong>01\/2018<\/strong> \u2014 resposta coordenada ao <strong>Meltdown\/Spectre<\/strong>;<\/li>\n<li><strong>09\/2018<\/strong> \u2014 Linus faz a pausa e volta com a l\u00edngua menos afiada;<\/li>\n<li><strong>04\/2021<\/strong> \u2014 o helic\u00f3ptero <strong>Ingenuity<\/strong> voa em Marte rodando Linux;<\/li>\n<li><strong>2022<\/strong> \u2014 <strong>Steam Deck<\/strong> no mercado; <strong>Rust<\/strong> entra no kernel 6.1 (dezembro);<\/li>\n<li><strong>03\/2024<\/strong> \u2014 backdoor do <strong>XZ Utils<\/strong> barrado por meio segundo de lentid\u00e3o no SSH;<\/li>\n<li><strong>01\/2025<\/strong> \u2014 kernel cruza <strong>40 milh\u00f5es de linhas<\/strong>;<\/li>\n<li class=\"translation-block\"><strong>25\/08\/2026<\/strong> \u2014 <strong>35 anos<\/strong> do an\u00fancio \u2014 e o \u201chobby\u201d sustenta da nuvem a Marte.<\/li>\n<\/ul>\n<h2>A li\u00e7\u00e3o dos 35 fatos<\/h2>\n<p>Bacon fecha com o que importa: ningu\u00e9m <em>deveria<\/em> ter constru\u00eddo isto. Nenhum conselho aprovou a vers\u00e3o 0.01, nenhum investidor a financiou. Um estudante escreveu 10 mil linhas, deu de gra\u00e7a e deu de ombros. Ent\u00e3o os estranhos apareceram \u2014 Ted Ts&#8217;o, Volkerding, Ian Murdock, Greg KH, Andres Freund e milhares de outros \u2014 e deixaram de ser estranhos. O mais inovador do Linux, diz ele, n\u00e3o \u00e9 o c\u00f3digo-fonte, \u00e9 a <strong>m\u00e1quina social<\/strong> que cresceu em volta dele. Uma prova viva de que apostar em c\u00f3digo aberto, colabora\u00e7\u00e3o global e m\u00e9rito t\u00e9cnico ainda \u00e9 a melhor aposta \u2014 a mesma tese que atravessa <a href=\"\/es\/2017\/08\/a-historia-do-unix\/\">a origem do UNIX<\/a> y la <a href=\"\/es\/2026\/09\/a-historia-de-linus-torvalds\/\">hist\u00f3ria de Linus Torvalds<\/a>.<\/p>\n<p>Vale assistir aos 35 minutos do v\u00eddeo original \u2014 \u00e9 uma das melhores retrospectivas de Linux j\u00e1 feitas.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resumo em v\u00eddeo: este artigo \u00e9 um resumo detalhado do v\u00eddeo &#8220;How Linux Took Over the World: 35 Years in 35 Facts&#8221;, do canal Jono Bacon \u2014 ex-l\u00edder da comunidade Ubuntu na Canonical. URL do v\u00eddeo: https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Ffl2DFHoZdY Em 25 de agosto de 1991, um estudante finland\u00eas de 21 anos escreveu uma frase que Jono Bacon &#8230; <a title=\"Como o Linux dominou o mundo: 35 anos em 35 fatos\" class=\"read-more\" href=\"https:\/\/www.linuxpro.com.br\/es\/2026\/09\/linux-35-anos-em-35-fatos\/\" aria-label=\"Read more about Como o Linux dominou o mundo: 35 anos em 35 fatos\">Read more<\/a><\/p>","protected":false},"author":0,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2,25,111],"tags":[279,131,4,112,358],"class_list":["post-750","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-linux","category-noticias","category-opensource","tag-historia","tag-kernel","tag-linux","tag-opensource","tag-torvalds"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.linuxpro.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/750","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.linuxpro.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.linuxpro.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.linuxpro.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=750"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/www.linuxpro.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/750\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1426,"href":"https:\/\/www.linuxpro.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/750\/revisions\/1426"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.linuxpro.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=750"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.linuxpro.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=750"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.linuxpro.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=750"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}