LPI DevOps Tools Engineer: a certificação da automação

Capa: Tux operando uma esteira com contêineres e pipelines, com o emblema do LPI na parede

Nem toda certificação do Linux Professional Institute segue a escadinha LPIC. A LPI DevOps Tools Engineer é a ramificação para quem vive (ou quer viver) o mundo da automação: containers, CI/CD, infraestrutura como código e observabilidade — as ferramentas que transformaram a forma de entregar software. Ela fecha nossa série da trilha LPI: Linux EssentialsLPIC-1LPIC-2LPIC-3 + DevOps Tools Engineer.

Como funciona o exame

É uma única prova (exame 701): 60 questões em 90 minutos, sem pré-requisito formal — embora o LPI recomende conforto com linha de comando Linux (a base da LPIC-1 cai como uma luva). A certificação vale por 5 anos. O foco é ferramenta aberta, não fornecedor de nuvem: o que você aprende vale na AWS, no Azure, no GCP ou no servidor do seu rack.

O que você precisa dominar

  • Engenharia de software moderna: metodologias ágeis, componentes de aplicações distribuídas (filas, APIs REST, bancos) e noções de arquitetura para a nuvem;
  • Controle de versão com Git: branches, merges, rebase, fluxos de trabalho colaborativos — o alfabeto do DevOps;
  • Containers: Docker a fundo (imagens, Dockerfile, volumes, redes), orquestração com Docker Compose/Swarm e os fundamentos de Kubernetes;
  • Implantação de máquinas: Vagrant para ambientes reproduzíveis, cloud-init e criação de imagens com Packer;
  • Gerência de configuração: Ansible (inventários, playbooks, roles) e conceitos de infraestrutura como código;
  • CI/CD: pipelines de integração e entrega contínuas — conceitos e prática com ferramentas abertas como Jenkins e GitLab CI;
  • Observabilidade: monitoramento com Prometheus, logs centralizados e métricas que contam a história do sistema.

Como treinar

DevOps se aprende construindo pipeline, não lendo sobre pipeline. Monte um projetinho de ponta a ponta — aplicação simples, repositório Git, container, CI e deploy automatizado:

# o ciclo completo em miniatura
git init && git add . && git commit -m "app inicial"
docker build -t minha-app:1.0 .
docker run -d -p 8080:8080 minha-app:1.0
ansible-playbook -i inventario.ini deploy.yml
# no CI: cada push roda build + testes + deploy

Temos material de apoio no blog para várias dessas peças: a história do Docker, a do Kubernetes e o curso de Docker grátis.

Por onde começar

Antes do pipeline vem o terminal: quem tropeça em permissão, processo e shell script sofre em cada etapa do DevOps. Se for o seu caso, comece pela base com o curso de Linux do Gabriel (Toca do Tux) — em português, da migração à administração — e siga para o Git e o Docker. Com o ciclo rodando na sua máquina, a prova 701 vira a formalização do que você já pratica. 🐧