Série Servidores Linux: instalando Debian, openSUSE, Ubuntu e CentOS

Mascote do LinuxPro na sala de servidores, com os logos Debian, openSUSE, Ubuntu e CentOS no painel

Nota (2026): os quatro vídeos são de 2016–2017 e usam Debian 8, openSUSE, Ubuntu 16.04 e CentOS 7 — todas fora de suporte hoje. Os vídeos continuam no ar e valem pelo método: particionamento, seleção de pacotes, rede e primeiro acesso mudaram muito pouco. O que mudou foi qual versão instalar, e isso está logo abaixo.

Esta série mostra a instalação comentada de quatro distribuições em modo servidor, pensadas como base de um ambiente de hospedagem web — o alicerce sobre o qual entra depois o ISPConfig.

O que instalar em 2026

Se você vai montar um servidor hoje, comece por aqui em vez de repetir as versões dos vídeos:

Família Versão atual Suporte até
Debian 13 (Trixie) junho de 2030
Ubuntu Server 26.04 LTS maio de 2031
AlmaLinux / Rocky Linux 10 maio de 2035
openSUSE Leap 16.0 outubro de 2027

Duas mudanças de rumo desde a gravação merecem explicação:

O CentOS do vídeo não existe mais. O CentOS 7 encerrou em 30 de junho de 2024 e o CentOS 8 morreu antes, em dezembro de 2021 — a Red Hat encurtou o ciclo dele e transformou o projeto em CentOS Stream, que é um upstream do RHEL e não uma cópia estável dele. Quem quer o que o CentOS era — reconstrução gratuita e binariamente compatível do RHEL — hoje instala AlmaLinux or Rocky Linux. Os comandos do vídeo continuam valendo nos dois: é a mesma família, com dnf no lugar do yum.

O instalador do Debian mudou de cara, não de lógica. As telas do vídeo são do debian-installer clássico. Ele continua ali, e as decisões são as mesmas: particionamento, senha do root, seleção de tarefas. No Debian 13 a novidade é o instalador gráfico alternativo (Calamares) na imagem live — o netinst, que é o que interessa para servidor, segue igual.

Na hora de instalar um servidor

Independentemente da distribuição, quatro decisões definem se você vai sofrer depois:

  • Não instale ambiente gráfico. Na seleção de tarefas, marque só o servidor SSH e as ferramentas de sistema. Um servidor com desktop consome RAM que deveria ser do banco de dados e amplia a superfície de ataque.
  • Pense o particionamento antes. Para hospedagem, separe /var — é onde ficam os sites, os bancos e os logs. Log que enche a partição raiz derruba o sistema inteiro; log que enche uma partição separada só derruba o log.
  • IP fixo e hostname FQDN. Servidor de hospedagem e de e-mail precisam de nome completo (servidor.seudominio.com.br) resolvendo certo, com registro reverso. É o assunto do post Conhecendo o DNS.
  • Chave SSH antes de fechar a porta. Configure o acesso por chave e teste numa segunda sessão antes de desligar a senha — o passo a passo está em chaves de autenticação no SSH.

Terminada a instalação, o painel entra por cima: o autoinstaller do ISPConfig sobe Apache ou Nginx, MariaDB, Postfix, Dovecot e o resto da pilha de hospedagem.

Os vídeos da série

Debian Server

Primeiro vídeo da série: instalação comentada do Debian 8.5 64 bits, pensada como base de um servidor de hospedagem web capaz de abrigar sistemas em Java, PHP, Perl, Python e Go. As imagens do Debian 8 saíram do cdimage.debian.org — para acompanhar hoje, baixe o netinst do Debian atual.

openSUSE Server

Segundo vídeo: a instalação comentada do openSUSE para servidor de hospedagem, com o YaST conduzindo o processo — o instalador mais diferente dos quatro, e o que mais mostra opção na tela.

Ubuntu Server

Terceiro vídeo: instalação comentada do Ubuntu 16.04 64 bits. Vale um aviso: da versão 18.04 em diante o Ubuntu Server trocou o instalador do Debian pelo Subiquity, com telas bem diferentes das do vídeo. As decisões são as mesmas; a navegação, não.

CentOS Server

Quarto e último vídeo: instalação comentada do CentOS 7 64 bits, com o instalador Anaconda. É o vídeo mais datado da série — veja a explicação acima sobre o fim do CentOS e a migração para AlmaLinux ou Rocky, que usam o mesmo Anaconda.

Para continuar